sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sportage MRDI 2.0

Sportage MRDI 2.0 16v 1998

- Tração 4x4
- Ar condicionado
- Direção Hidráulica
- Vidros Elétricos (4p)
- Travas Elétricas
- Segredo Anti-furto
- Regulagem de altura de direção

Combustível: Gasolina / GNV

Fotos:




Contatos:
(84) 8843-6007 / 91-75-4451
E-mail: manhososan@hotmail.com

quarta-feira, 16 de março de 2011

Grandes Carros - Kia Sportage MRDI

Para um 4x4 importado, o Sportage até que é um sucesso. Vendeu no Brasil, entre 1995 e 2003, cerca de 15300 unidades. Entre os modelos da Kia, só perde para a Besta, com 50000 unidades. Seus donos sempre elogiaram dois pontos: a excelente relação custo/benefício - foi o modelo a diesel mais barato do mercado por muito tempo - e a robustez mecânica, ainda mais no off-road. O Sportage foi lançado na Coréia em 1994 e um ano depois desembarcava por aqui, na versão DLX, com motor a diesel 2.2, aspirado, com parcos 65,3 cavalos. Pouco para um carro de 1531 quilos. De série tinha direção hidráulica e coluna da direção e banco do motorista com regulagem de altura. Ar-condicionado, roda de liga leve, quebra-mato, suporte para estepe e faróis de neblina eram opcionais, apesar de presente na maioria dos modelos. Em 1996 chega o 2.0 16V a gasolina, de 128 cavalos - com opção de câmbio automático. Em 1999 traz um turbodiesel 2.0 de 87 cavalos, no lugar do antigo aspirado, além de incorporar o ar-condicionado e alterações na grade, pára-choque dianteiro e painel de instrumentos. É lançada também a versão vitaminada Grand Sportage, cujo porta-malas cresceu de 384 para 520 litros.
Tanto o diesel como o gasolina são boas compras para quem quer unir conforto e espaço de um automóvel com o desempenho off-road de um jipe. Afinal, onde mais você acharia um veículo que atenda essa exigência a partir de 23600 reais? Em geral a maioria dos donos se diz satisfeita e vários até gostariam de trocá-lo por outro mais novo. As ressalvas ficam por conta do desempenho, principalmente nas versões a diesel aspiradas, e do acabamento interno, pobre demais para um importado.
Onde o bicho pega
MOTOR
Verifique se há vazamento de óleo, ainda mais na versão diesel. Cheque as juntas e desconfie de motores lavados recentemente
VENTOINHA
Em certos casos, a ventoinha não funciona direito. Analise se a temperatura de funcionamento do motor fica estável, de preferência em trânsito pesado
FARÓIS DE NEBLINA
Soltam-se com facilidade. A solução de alguns donos foi usar presilhas extras, de metal. O defeito é mais comum nas versões a diesel, que apresentam maior vibração
MANGUEIRAS
Confira se as mangueiras do acionamento da tração 4x4, que é a vácuo, e do sistema de alimentação estão ressecadas ou remendadas
ACABAMENTO INTERNO
Veja se o plástico do painel e das portas tem rachaduras. Às vezes as costuras dos bancos também se soltam. Nas portas, pode haver deformações nos revestimentos de carros de regiões muito quentes
MAÇANETAS
Cheque as quatro portas, pois não é raro uma delas estar quebrada
SUPORTE DE ESTEPE
Às vezes o motorista erra na baliza e lá vai o suporte tomar pancada. Portanto cheque se há amassados na fixação junto à lataria


A voz do dono
"Quando comprei meu Sportage 2.0 16V 1998 usado, queria um veículo mais resistente para ir ao sítio. Ele vem cumprindo bem sua missão. É robusto e muito econômico. Só tenho duas queixas: por causa do baixo desempenho, nas ultrapassagens é bom pensar duas vezes, ainda mais se a rodovia for de pistas simples. O acabamento também é ruim. No geral estou satisfeito com o carro, e já estou pensando em trocá-lo por outro mais novo."
Cassio Alves de Lima, 33 anos, empresário, Porto Alegre (RS)


Nós dissemos
"A verdadeira vocação do Sportage, porém, surge quando ele se encontra em uma estrada de terra - ou de lama. Em tais condições, o conjunto da suspensão, de construção simples mas eficiente, cumpre seu papel. (...) Com a tração 4x4, reduzida, aliada aos bons ângulos de entrada e saída em rampas, o Sportage venceu com facilidade todas as situações off-road a que foi submetido. E sem sacolejar, pois sua suspensão isola muito bem."
QUATRO RODAS, junho de 1995


Preço de peças*
OriginalPára-choque dianteiro - 930
Farol dianteiro - 510
Espelho externo - 510
Lanterna traseira - 200
Amortecedor dianteiro (cada) - 235
Pastilhas dianteiras - 250
Paralelo Pára-choque dianteiro - 450
Farol dianteiro - 250
Espelho externo - 280
Lanterna traseira - 230
Amortecedor dianteiro (cada) - 180
Pastilhas dianteiras - 150


O peso do estigma
Um dos principais temores de quem vai comprar um Sportage - ou qualquer coreano usado - é a qualidade de construção. A verdade é que o acabamento dos coreanos realmente não pode ser classificado entre os melhores. O uso intensivo de tecidos e plásticos de qualidade duvidosa acaba fazendo com que o consumidor tenha uma má impressão dos veículos. Situação diferente da qualidade de construção mecânica, que tem se mostrado robusta e confiável, especialmente nos modelos mais recentes. A verdade é que os coreanos tendem a apresentar poucos problemas. "Os defeitos encontrados são sempre os mesmos dentro de cada modelo", diz o mecânico José Carlos Ferreira, que já foi consultor técnico da Kia. "No caso do Sportage, por exemplo, os defeitos são sempre nas mangueiras, ventoinha, maçanetas, mas não necessariamente todos no mesmo carro."


Preços médios dos usados (em reais)*
1996
DLX gas. - 19700
DLX diesel - 28000
2.0 Turbodiesel - -
Grand DLX dies. - -
Grand DLX gas. - -
1997
DLX gas. - 21500
DLX diesel - 29800
2.0 Turbodiesel - -
Grand DLX dies. - -
Grand DLX gas. - -
1998
DLX gas. - 23850
DLX diesel - 31700
2.0 Turbodiesel - -
Grand DLX dies. - -
Grand DLX gas. - 24500
1999
DLX gas. - 26500
DLX diesel - 33700
2.0 Turbodiesel - 37800
Grand DLX dies. - 37000
Grand DLX gas. - 27200
2000
DLX gas. - 32000
DLX diesel - 33700
2.0 Turbodiesel - 42000
Grand DLX dies. - 40400
Grand DLX gas. - 33500
2001
DLX gas. - 39500
DLX diesel - -
2.0 Turbodiesel - 46800
Grand DLX dies. - 44500
Grand DLX gas. - 41000
2002
DLX gas. - -
DLX diesel - -
2.0 Turbodiesel -
Grand DLX dies. - 49500
Grand DLX gas. - -
Fonte: Molicar
* Valores apurados em fevereiro
* Reportagem publicada na edição de fevereiro de 2005 da revista QUATRO RODAS

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vectra GLS 2.2 8v 2000

  A Chevrolet lançou no finalzinho de 1999 o Vectra GLS com motorização MPFI 2.2 8v, e com muito requinte e luxo em seu DNA, a exemplo dos itens de série, direção hidráulica, ar condicionado digital, vidros elétricos nas quatro portas, retrovisores elétricos, ajuste de altura de volante, travas elétricas, mala elétrica, rodas de liga leve aro 14", alarme, trava do reservatório de combustível elétrico, acionamento dos vidros no controle, e muito mais.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Grandes Brasileiros - VW Kombi

A Kombi é um caso inédito nesta seção. Pela primeira - e talvez única - vez, um carro ainda em produção é "personagem" de Grandes Brasileiros. Nada mais justo, no entanto. Afinal, a veterana de 47 anos foi um dos primeiros nacionais. Desde então, foram fabricadas 1 326 000 unidades da perua VW, como era chamada.

Por mais otimista que fosse, quem poderia prever uma vida tão longa a essa tataravó das minivans? Decerto não estaria na beleza de suas linhas a explicação para tamanha longevidade. Tampouco na estabilidade, prejudicada pela elevada altura do veículo, com o conseqüente centro de gravidade próximo do Himalaia. Segurança? Conforto?
Não é preciso ir tão longe. A resposta está logo ali, na esquina. Quem precisa transportar até 1 tonelada de carga sabe: em mais de meio século não inventaram nada com uma relação custo/benefício tão ou mais interessante que o da perua da VW, que justamente nasceu da necessidade de transporte barato na Alemanha do pós-guerra. Seu conceito não poderia ser mais funcional: uma caixa sobre rodas, com prioridade total para o espaço livre. Até o estepe foi encaixado no encosto do banco dianteiro para não roubar espaço.
Com toda essa vocação para o trabalho, contudo, nem seus criadores poderiam prever tamanho ecletismo. Quem diria que a Kombi fritaria pastel na feira com a mesma dignidade com que abrigava gabinetes médicos e odontológicos móveis? Até como casa ela já atuou: a Kombi-Turismo, algo mais para uma barraca de camping motorizada que propriamente um motor home, foi lançada aqui em 1960, numa fase em que a rede hoteleira nacional estava mais para ritmo de aventura. Não pegou, claro.
Mas nem sempre a Kombi teve perfil exclusivamente utilitário. No final dos anos 50 e começo dos 60, a escassez de opções fazia dela uma alternativa para o carro da família. Que o digam as mais numerosas, que tiravam partido de seus nove lugares e exibiam orgulhosas o modelo luxo, pintado em duas cores.
Essa versatilidade também justifica o fato de a Kombi ser tão dura de matar. Suas vendas, estabilizadas num nível de fazer corar modelos novos, impedem a fábrica de desativar a linha de montagem que desafia padrões de produtividade distantes dos ideais.
A Kombi foi o primeiro veículo a sair da fábrica da VW, inaugurada em 1953. Era apenas montada aqui, vinda em sistema CKD da Alemanha. Somente em 1957 ela deixou de ser naturalizada e ganhou certidão brasileira. Com motor de 1192 cm3 e 36 cavalos, refrigerado a ar - o célebre 1200 -, podia levar até 810 quilos de carga. Somados aos 1040 de seu próprio peso, obrigavam a primeira, do câmbio de quatro marchas, a fazer hora extra quando com carga total. Nas fotos, você vê um belo e raro exemplar 1959, igual à Kombi pioneira. Seu proprietário é Francisco Varca Júnior, um volksmaníaco que só tem elogios à posição de dirigir do utilitário. "Ela obriga o motorista a dirigir na posição correta", diz.
Pode ser, especialmente para quem não se incomoda com a posição horizontal da direção. Já o teste publicado na revista QUATRO RODAS de janeiro de 1963 não é tão complacente e classifica como sui generis a posição do motorista, que viaja sentado sobre o eixo dianteiro. Mas o texto não poupa elogios à funcionalidade do carro.
Alguns detalhes, como o trinco da porta dupla lateral - que exigia precisão de segredo de cofre para ser fechada - e a ventilação, com tomada de ar frontal sobre o pára-brisa e saída no teto da cabine, não agradaram: essa solução deixava água entrar junto com o ar, um problema nos dias de chuva. A reportagem registra os seguintes números de desempenho: 93 km/h de máxima e de 0 a 80 km/h levou 28 segundos. Essas marcas só foram melhorar com a adoção do motor 1500, com 52 cavalos, em 1967: 109 km/h de máxima e 0 a 80 em 21 segundos.
Com manutenção simples e barata, as Kombi não se aposentavam cedo e deixavam exposta uma falha de projeto: a convivência quase promíscua de mangueira e filtro de combustível com o distribuidor não raro provocava um incêndio, em caso de vazamento de gasolina ou mesmo de vapor.
De cara nova, com painel mais completo de três instrumentos e motor 1600, o mesmo do VW Brasilia, ela apareceu no final de 1975. A plástica não chegou a contemplar a Kombi com a sonhada porta corrediça, tal como no modelo Clipper alemão, por questões de custo. A solução só seria adotada no modelo 1997, versão que permanece atual.

Publicado na edição de fevereiro de 2004.
Fonte: Revista Quatro Rodas

Grandes Brasileiros - Chevrolet Corsa Wind



Se houve uma era de ouro na GM do Brasil, ela foi a década de 90. A fartura de lançamentos em nada lembrava o ritmo anterior, de quase um projeto novo por década. Depois que o longevo e consagrado Opala deu lugar ao Omega em 1992, foi a vez de o Corsa Wind marcar em 1994 uma nova guinada da Chevrolet, agora entre os populares, segmento nascido com o Fiat Uno Mille em 1990. Substituto do obsoleto Chevette Junior, o Wind (“vento” em inglês) mereceu até a capa da revista VEJA (da Editora Abril, que também publica a QUATRO RODAS) com o título “A história de um sucesso industrial”. Afi nal, eram mais de 130 000 compradores em lista de espera. 

Se o Chevette Junior tinha mais de 20 anos de estrada e um motor antigo que fora “encolhido”, o Wind era a segunda geração do Opel Corsa, lançada só um ano antes na Europa. O moderno design arredondado surpreendia com seu Cx de 0,35 (ante 0,45 do VW Gol), possível graças à posição transversal do motor. Farol e seta formavam um conjunto, algo inédito no Brasil. O banco traseiro bipartido permitia ampliar os 240 litros do portamalas. Porta-objetos nas laterais e os apoios de copo na tampa do porta-luvas inovavam no segmento, assim como o revestimento de tecido cinza com detalhes coloridos das portas. 

Derivado de um motor 1.2 europeu e munido de injeção eletrônica monoponto, o 1.0 EFI produzia 50 cv. No teste de QUATRO RODAS de março de 1994, o Wind acelerou de 0 a 100 km/h em 19,34 segundos. “Numa ultrapassagem, torna-se necessário reduzir as marchas e cravar o pé no acelerador, calculando bem o tempo para a manobra”, dizia o texto. Culpa do baixo torque de 7,7 mkgf e das longas relações do câmbio. 

Mas o consumo urbano compensava a falta de fôlego: 13,18 km/l, o melhor registrado pela revista até então. A 80 km/h, o Corsa atingia 20 km/l. Outro destaque foi a estabilidade. Novidades na época para populares, os dois retrovisores de série reduziam o número de pontos cegos. Os cintos de segurança tinham até regulagem de altura. Em comparativo da edição seguinte, o Wind venceu Mille, Ford Escort Hobby e VW Gol 1000, apesar de ter o pior desempenho. Como? Economizando combustível com folga.
 
A carroceria com duas portas a mais veio em 1995. No ano seguinte, a sigla EFI mudou para MPFI, de injeção multiponto. Era uma primazia do Wind no segmento, o que gerou 10 cv a mais. Em teste de julho, ele alcançou 144,5 km/h e foi de 0 a 100 km/h em 18,88 segundos, superando o novo Gol 1000. Logo a Chevrolet ampliaria a linha Corsa, já disponível em versões 1.4 e 1.6. A versão Super 1.0 tinha mais equipamentos de série e câmbio com relações mais curtas. 

Bancário paulista, Everton Luiz de Souza é o segundo dono do exemplar 1997 das fotos. O carro foi comprado em 2006 com apenas 33000 km. Hoje tem o dobro, por rodar quase que só nos fins de semana. “Ele é muito econômico, confortável, tem boa dirigibilidade e não deu problemas com manutenção”, afi rma Souza. 

Em 1999, a família ganharia mais um rebento: um sedã com motor 1.0 a álcool e airbag como opcional. O papel do Wind foi assumido em 2000 pelo Celta, um projeto idealizado desde o início para ser barato. Com a segunda geração do Corsa, em 2002, o sedã foi rebatizado de Corsa Classic. Ironicamente, hoje o Classic é um projeto antigo repaginado, exatamente o oposto do que foi o Wind no seu nascimento, que representou um sopro de renovação num mercado tão carente de modernidade. 


Fonte: Revista Quatro Rodas.